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Empresas do Espírito Santo recebem 30 mil atestados falsos por mês Funcionários alteram assinaturas de médicos e dias de afastamento

10/08/2017
Gazeta Online

Funcionários alteram assinaturas de médicos e dias de afastamento

O total de atestados médicos entregues por trabalhadores às empresas por mês no Espírito Santo chega a 100 mil, sendo que, desse total, 30 mil são documentos adulterados ou falsificados. Estima-se que o uso indevido do comprovante pelos empregados cause um prejuízo anual aproximado de R$ 20 milhões às empresas.

Os números fazem parte de uma pesquisa da qual os integrantes do Fórum das Entidades e Federações (FEF) tiveram acesso.

De acordo com o presidente da Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Lino Sepulcri, o uso indevido de atestados virou uma indústria e traz um prejuízo aos empresários. Quase R$ 1,6 milhão por mês são gastos devido ao custo de substituição e de perda de produção causados pela ausência de empregados.

“Hoje, você procura na internet e tem inúmeros modelos de atestados, fotos da falsificação, de carimbos e assinaturas. Com o nível atual de atestados no Estado, as empresas têm um prejuízo anual que chega a R$ 20 milhões”, analisa.

O empresário do setor de Limpeza e Serviço Ambiental, Antônio Perovano, afirma que, de um total de 2,4 mil empregados na sua empresa, cerca de oito, em média, entregam atestados por dia. Levando em conta que o mês tem 22 dias úteis, de cada 13 funcionários, um leva atestado médico pedindo afastamento das atividades. “Em 2013, esse número era bem maior. Chegamos a ter 15 atestados por dia”.

Para inibir que os empregados entregassem muitos atestados, a empresa adotou um método de triagem para comprovar a veracidade do documento. Primeiro, ele é entregue no setor de recursos humanos e, depois, passa pela segurança do trabalho e medicina do trabalho.

“Com isso, houve uma redução significativa de atestados médicos entregues, com queda de mais de 25% no uso desses documentos. Quando temos suspeitas da autenticidade, vamos até o funcionário para conversar. A pessoa que faz alterações não sabe ou não se toca que está cometendo um crime”, afirmou. O empresário explica ainda que o objetivo não é impedir que a pessoa falte ao trabalho por causa de um problema de saúde. “Queremos impedir os afastamento simulados”.

ALTERAÇÕES

Entre os casos de adulteração de atestados médicos, havia exemplos de mudanças no número de dias de licença, onde o empregado rasurava o documento emitido pelo médico para prolongar a ausência no trabalho. Havia casos de mudar o número de 4 dias para 9; e de 1 para 10 dias.

Para o diretor administrativo do Sindicato das Empresas de Segurança, Edimar Barbosa, na área de vigilância o número de atestados médicos falsos diminuiu devido ao benefício do plano de saúde. O maior motivo pelo uso de atestados, segundo ele, é a lombalgia - dor de coluna.

“Quando o atestado vem do plano de saúde, é mais fácil confirmar os dados e há maior confiabilidade. Os empregados estão ficando mais responsáveis, principalmente por causa do desemprego. Em uma empresa em que trabalho, eram 1,1 mil funcionários que entregavam até 15 atestados no mês. Hoje, esse número não chega a cinco”, diz.

Segundo Edimar, alguns empregados encontraram “meios” de faltar ao trabalho. “Devido ao controle das empresas, que estão mais rígidas, acabam não adulterando tanto quanto antes. Quando querem faltar, doam sangue e ganham uma folga pela boa ação”.

Documentos digitais para inibir fraudes

O uso de atestado médico on-line em todo o Estado pode coibir falsificações e adulterações do documento. O serviço também possibilitará uma base de dados sobre o tema.

De acordo com José Lino Sepulcri, presidente da Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo (Fecomércio-ES), a adoção do documento digital resolveria o problema da falsificação de carimbos, assinaturas e rasuras para extensão do tempo atestado. “Há um clamor muito grande para oficializar o certificado digital para não existir falsificação. O que tem o apoio do setor produtivo do Estado”, comentou o presidente.

Segundo José Lino, muitas pessoas buscam na internet como fazer para falsificar o comprovante. Com o uso de um sistema on-line, o atestado emitido seria confirmado em poucos minutos a partir de seu número e do código-chave de validação.

Já para o presidente da Federação da Agricultura (Faes), Júlio da Silva Rocha, os atestados on-line serviriam para o controle da quantidade de documentos emitidos por funcionários e as doenças mais comuns a partir da base de dados digitais. “O Estado precisa moralizar o país em questões éticas. Se um funcionário usou muitos atestados, isso vai para um banco de dados. Se ele mudar de empresa, será possível saber o histórico daquela pessoa”, diz.

Além disso, a adoção do sistema on-line seria bom para o trabalhador e para os profissionais da área médica. “A pessoa teria mais sigilo sobre a doença que motivou seu afastamento. É uma situação de controle e reserva, e os médicos teriam mais segurança também. Às vezes, a pessoa tem o carimbo e o bloco de um médico e faz o uso indevidamente”, afirma Rocha.

Plataforma digital promete acabar com a farra dos atestados falsos

07/06/2017

Por: Gabriel Xibli

Plataforma digital promete acabar com a farra dos atestados falsos

Estima-se que sejam emitidos entre 25.000 e 30.000 atestados médicos falsos todos os meses só no Espírito Santo.
Tecnologia da WebAtestados é chancelada pela Ames

Os atestados falsos são uma realidade e tem dado muita dor de cabeça para médicos e empresários de todo o Brasil. No Espírito Santo, estima-se que sejam emitidos mais de 25.000 atestados falsificados todos os meses. Isto implica em menos produtividade para as empresas e preocupação para os profissionais da saúde que veem suas credenciais e assinaturas parar nas mãos de estelionatários.

Um programa desenvolvido por capixabas promete reduzir o problema. O WebAtestados permite que o profissional de saúde gere um documento digital, autenticando a emissão do atestado. Para empregadores e empregados, representa mais segurança, já que poderão certificar a autenticidade do documento emitido. Para os médicos, menos dores de cabeça com fraudes em seus carimbos e assinaturas. A plataforma foi apresentada para empresários e recebeu a chancela a Associação Médica do Espírito Santo (Ames).

Darcy Lannes é sócio no desenvolvimento da tecnologia e acredita que a plataforma WebAtestados vai atender a uma crescente demanda de sustentabilidade social. “A ideia vai fazer com que as empresas aumentem sua produtividade, pois inibirá ações fraudulentas por parte de pessoas mal intencionadas. É imprescindível que neste momento de crise as empresas estejam com suas atividades a todo vapor. Se as empresas investem, elas têm o direito de se resguardar quanto a eventuais prejuízos”, diz.

Ele acredita que a inclusão da tecnologia em todos os campos da vida daqui para frente é inevitável. “Os tempos mudam e as relações de trabalho tendem a evoluir também. Então não há porque continuarmos a nos valer de procedimentos arcaicos e altamente corruptíveis, quando temos em mãos tecnologia o suficiente para tornar tudo mais eficiente e seguro para todos”, afirma.

Simplicidade, eficiência e segurança

Para ter acesso ao WebAtestados, basta acessar https://webatestados.com/ e fazer o cadastro. O médico ou a empresa deverá se cadastrar no site e informar o código verificador, enviado por e-mail. O investimento para empresas é de R$ 80 reais por ano (cerca de R$ 6 por mês). Médicos estão isentos.


Para o uso do celular, por que se curvar?  

07/04/2017
Ana Cristina Borges de Aguiar Bissoli

Autor(a): Ana Cristina Borges de Aguiar Bissoli

Frequentemente nos deparamos com pessoas usando seus aparelhos telefônicos, adotando uma postura na qual a coluna encontra-se desalinhada, e a cabeça indo de encontro ao aparelho telefônico.

Como se não bastasse os maus hábitos diários da população, ao sentar-se, ao andar, carregar objetos, etc. O uso do celular por milhões de pessoas vem contribuindo para queixas dolorosas frequentes nos consultórios.

A má postura ao teclar o dispositivo representa enorme prejuízo para a coluna, provocando dores na coluna cervical e de cabeça.

Pesquisadores da New York Spine Surgery & Rehabilitation Medicine analisaram através de um modelo da coluna cervical, criado com valores realistas através do software Cosmosworks, que o peso sobre a medula cervical aumenta dramaticamente ao flexionar o cabeça para frente em graus variados.

Foto: Neuro and Spine Surgery

 

A perda da curva natural da coluna cervical leva ao aumento do estresse, que pode levar a degeneração precoce.

Embora seja quase impossível evitar as tecnologias, os indivíduos devem esforçar-se em olhar seus telefones com a coluna vertebral em posição neutra (no alinhamento adequado o estresse é diminuído), evitar o uso do aparelho por horas por dia, além disso  nunca prensar o telefone  entre a cabeça e o ombro.

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